segunda-feira, 2 de novembro de 2009

De que berço vem a opinião?


Crio esse Blog para ser um canal de expressão de opiniões que sempre fervilham em minha mente e precisam ser expressadas. Desde muito cedo, como meus mestres do ensino fundamental podem atestar, mostrava-me aguerrido e compelido a ter opinião formada e consistente sobre as diversas facetas desse mundo, e de sua vida cotidiana.
Talvez por isso, tenha escolhido o valoroso ofício de operador do direito, mola mestre da sociedade, vagando ainda na indefinição da ânsia pelo poder de magistrado, pela liberdade do parquet ou pelo dinamismo da advocacia.
Do ponto de vista religioso, tendo uma criação cristã mista, com pai católico e mãe protestante, pude internalizar uma moralidade clerical firme por um lado, junto com uma fé incondicional, de um berço notadamente pentecostal, por outro.
No entanto, diante das patentes e inaceitáveis falhas vivenciadas por um sempre "cético bereiano", rumei ao agnosticismo(para os agnósticos, assim como não é possível provar racionalmente a existência de deuses e do sobrenatural, é igualmente impossível provar a sua inexistência), porém, sem abandonar o contínuo estudo bíblico, muitas vezes, confesso, mais pela sede de adquirir cultura, que conhecimento de Deus, encontrando, na necessidade de reunir-me como igreja, guarida em templos católicos romanos, os quais achava mais aptos à reflexão e à comunhão(apesar de seus erros doutrinários), que os histéricos templos protestantes aos quais tinha acesso.
Até que, aquela definição agnóstica de ser impossível encontrar na minha racionalidade a prova da existência de Deus acabou, quando na minha busca pessoal por Deus em meu quarto, o Espírito Santo veio habitar em mim e tive, enfim, a chamada experiência do "novo nascimento", a qual pôs fim a toda a dúvida e me fez ver como é lógico e claro o plano de Deus para a humanidade.
A partir daí, recebi um convite e passei a congregar em uma maravilhosa comunidade, um tanto sui generis, protestante no sentido histórico da palavra, tendente ao pós-denominacionalismo, anti-formal e anti-sacerdotal, com um líder, notadamente, a frente do seu tempo(bem como do tempo dos membros, o que é o grande problema), a Cidade Viva.
Por outro lado, às vezes sinto falta do rigor formal e da tranqüilidade que a ICAR me trazia. Nesses momentos, passei a encontrar agradabilíssimo refúgio na Igreja Presbiteriana do Brasil, mais contida que minha congregação, no entanto, sem perder a precisão doutrinária(maior até, confesso, que minha congregação), grave problema da ICAR.
No campo político-social-econômico sou um conservador, contrário ao assistencialismo, favorável ao Estado neoliberal de não interferência estatal na economia, limitando-se ao ofício regulatório.
Em todas as áreas, carrego comigo a ética cristã, no entanto, estando sempre pronto a combater os falsos moralistas e hipócritas que teimam em se insurgir quando está a se tratar da defesa dessa bandeira.
Pois bem, é nesse contexto que me encontro inserido, e é dele que virão as opiniões trazidas à baila neste espaço. Espero que os leitores possam apreciar.

Um comentário:

  1. Que prazer ser a primeira a comentar seu blog! Espero que o encha de muitos textos, tão bem escritos e cultos como este e que se utilize deste e de todos os meios cabíveis para exprimir suas convicções, pois é assim, na divergência e na convergência de opiniões que se formam as melhores idéias.
    Sucesso!

    ResponderExcluir