Já que venho abordando nas últimas postagens muito o tema da necessidade do discipulado e do ensino da sã doutrina no corpo de Cristo, vi-me instado a trazer, de maneira superficial e sintética(visto que estou longe de ser um grande teólogo), alguns pontos cruciais da doutrina bíblica, focando basicamente em três liames históricos: o princípio de tudo, na existência da pessoa de um Deus onipotente, onipresente e onisciente; a criação do homem e sua queda; e, por fim, a salvação do homem.
1. O Princípio de Tudo: A Pessoa de Deus
Em primeiro lugar, convém-nos falar um pouco sobre o ser de Deus, basicamente tratar da questão de seus atributos e de sua natureza. Bem, Deus é um ser perfeito, logo, para entender bem isso, precisamos pontuar desde já que todas as qualidades presentes Nele são expressadas de mandeira integral, ou seja, Deus não é hora misericordioso, ora justo; Ele exerce misericórdia aplicando a justiça, ao passo que aplica a justiça sendo misericordioso.
Ademais, no ser de Deus, há três pessoas, não três indivíduos, há três pessoas, as quais possuem a mesma essência divina, do contrário, estariamos sendo triteístas. Essas pessoas coexistem e se relacionam desde a eternidade, fato que nos faz seres basilarmente relacionais, visto que somos imagem e semelhança de um Deus comunitário, no entanto, a manifestação de uma pessoa não anula a da outra, como disse, as pessoas coexistem, caso contrário, estaríamos tendendo ao modalismo.
2. A Criação do Homem, o Livre-Arbítrio e a Queda
À imagem e semelhança desse Deus que é comunidade, foi criado o homem, como um ser obviamente relacional. Na ocasião da criação, Deus concedeu ao homem, no caso, a Adão, o livre-arbítrio, isto é, a capacidade de pecar ou não pecar, de obedecer ou de desobedecer a Deus. Quando Adão escolheu pecar, ali perdeu-se o livre-arbítrio, basicamente, o homem perdeu a capacidade de não pecar, sendo suas escolhas, a partir daí, determinadas pelo estado de queda, de afastamento de Deus, de desobediência. Note que livre-arbítrio é diferente de livre agência ou capacidade de escolha, que é algo inerente ao ser humano até os dias atuais e diz respeito ao fato do homem ser capaz de fazer escolhas de acordo com o que lhe é agradável, de agir conforme sua racionalidade(o homem nunca é forçado a fazer algo que não deseja, faz sempre aquilo que lhe traz prazer).
3. A Salvação do Homem
Em razão da perda da capacidade de escolher agradar a Deus, advinda da queda, o homem, agora escravo do pecado, não pode, por si só, voltar-se para Deus novamente, sendo necessário então, para sua ulterior salvação, que o próprio Deus o busque e mude seu estado. Sendo assim, Deus em sua livre graça, resolve salvar o homem, agindo em seu coração, pela ação do Espírito Santo, que o concede habilidade para escolher o que é correto. Nesse estado, o homem ainda está enfrentando sua natureza caída, logo, não possui restabelecida a capacidade de não pecar, no entanto, recebe qualificação para poder optar pelo que é bom, basicamente, sendo atraído a Jesus Cristo, caminho de sua salvação e manifestação da graça de Deus, é o que se chama de vocação eficaz. Logo, a salvação é um processo que parte de Deus para o homem, nunca do homem para Deus.
Espero que esses singelos ensinamentos tenham sido úteis, ansiando que eles sejam lidos com a Bíblia ao lado, conforme um bom bereiano.

Nenhum comentário:
Postar um comentário